Eu sou a Carol, sou arquiteta, e fui eu que desenhei o Unique.
Quando a gente começou o projeto, antes de pensar em planta, eu pensei num sábado de manhã.
Café lá fora sem pressa, criança correndo no quintal, a casa toda aberta e ninguém com hora pra nada. Aí a tarde na praia, e lá pelas seis todo mundo voltando pra tomar um vinho. Foi essa cena que eu desenhei. A planta veio depois.
tocando uma amostra
Por isso eu fui atrás de material que envelhece bem. Madeira, pedra natural. E deixei a vegetação entrar na casa.
Isso tudo fica mais bonito com o tempo. Eu não queria nada que daqui a cinco anos parecesse datado. Quero que daqui a quinze anos alguém entre ali e não consiga dizer em que ano a casa foi feita.
A casa é toda aberta. Quem está cozinhando continua junto de quem está na sala, de quem acabou de chegar da praia. Ninguém fica sozinho num cômodo.
Tem o wine bar climatizado, que é onde o fim de tarde costuma terminar. E lá fora tem a piscina e o jardim. Eu pensei cada canto pra família acabar se encontrando.
E são poucas casas, seis. Cada uma com a sua privacidade, sem aquela sensação de prédio cheio de gente. (sem número: "E são poucas casas, cada uma com a sua privacidade...")
Eu desenhei pensando em quem vai passar os fins de semana ali dentro.
mais baixo
Pra mim, casa boa é a que vira lembrança. Daqui a dez anos, quando a criança crescer, é desse fim de semana que ela vai lembrar.
Se quem entrar lá sentir isso, eu fiz o meu trabalho.
Fecha na Carol olhando pra câmera, ou num close suave dela falando. Sem CTA de venda. Cartela com a marca do Unique.